Sobre Jorge Miguel N. Porfírio

Professor de Yoga Terapeuta Transpessoal Life Coaching Formador

Resistências – a visão Transpessoal

Resistência é qualidade daquilo que bloqueia ou resiste a algo novo. Supõe estanquicidade, defesa, ataque, medo em torno de algo. Num nível de desenvolvimento pessoal, uma resistência forma-se desde uma experiência do passado por assimilar e integrar até ao presente, limitando a expressão da vida influenciando assim o futuro.

bambu

Situações aparentemente triviais da vida quotidiana podem ressoar com algum tipo de resistência interna existente, desencadeando reações (atitudes baseadas no passado) de defesa/ataque, sejam elas internas (pensamentos, emoções) ou externas (palavras, ações, gestos). Assim observada, resistência é um SOS, uma chamada de atenção para dentro, de forma a ser observada a raíz de algo que se está a fazer manifesto através da Vida.

Funciona como uma bolsa emocional alojada no inconsciente, à espreita do momento certo para vir à superfície e dar sinal da sua existência. Por ser necessário ser observada de forma consciente de forma a poder dissolver-se, a resistência revela-se de várias maneiras, vendo-se a ela própria através do “espelho” exterior numa situação, pessoa ou experiência.

Por muito que se tente evitar, enquanto a base do efeito, a causa, não for vista e exposta à luz da compreensão, a “professora” vida encarregar-se-á de colocar à frente do estudante mais do mesmo até que eventualmente a lição seja assimilada.

O Transpessoal aborda as chamadas resistências como os anéis da cana de bambu – marcos importantes na vida desde os quais se aprende e se cresce a nível da maturidade emocional, expandindo a Consciência. Cultivando um estado de atenção plena, são iluminados novos corredores neuronais, novas vias de percecionar a realidade de uma forma mais fluída e desimpedida de filtros psicoemocionais. As resistências convertem-se assim em autênticas pérolas de sabedoria, rumo a um ser mais liberto.

Porque por vezes vemos aquilo que acreditamos, é necessário observar a forma como vemos.

Namastê
M.

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Falta de Rumo na Vida – a abordagem Transpessoal

Muitos são os estímulos exteriores nos dias de hoje que chamam e tornam cativa a nossa atenção. A vida parece ser empurrada em função do “faz isto”, “sê aquilo” “tem aquilo”, muitas vezes em direção a expectativas de outros que assumimos como nossas, e assim vivemos o dia-a-dia. Sentimos até obrigação de responder às mesmas expectativas do outro de forma a sentirmos aceitação. Entretanto, no interior e, tal como um vulcão que desperta, são ativados de forma mais ou menos consciente sentimentos de competição, comparação, inferioridade, baixa-autoestima, medo de rejeição, sensação de “ter que lutar” na vida gerando tensão. Tudo isso acaba muitas vezes por “explodir” em stress, reatividade, nervosismo, depressão, insónia, insegurança, fobias, etc.

solar-eclipseNa sociedade consumista na qual se vive, cultivar e alimentar a paixão individual profunda que dá a sentir o sentido da vida, é algo que acaba por ficar eclipsado por objetos/identificações externas. E assim, tal como num eclipse o Sol fica escondido por detrás da Lua e deixa de haver luminosidade, deixamos de “ver”. Sentimos confusão, falta de confiança, acabando por permanecer resignados, conformados, “adormecidos” por não se vislumbrar o caminho e a orientação a tomar.

No Transpessoal são utilizados exercícios específicos de forma a estabilizar e a cultivar a presença, o estado consciente que observa o conjunto de crenças, sentimentos, emoções e identificações psicoemocionais que moldam a personalidade que se vê confinada dentro dela própria, não vendo caminhos nem opções. Desse espaço de observação, aflora naturalmente um despertar, um “dar-se conta” para aquilo que realmente se intui importante fazer acontecer, o passo a dar bem como aqueles que agora se observam caducos. Vive o teu sonho. Todos os outros estão a viver o deles.

Namastê

M.

Lutos e Perdas – a visão Transpessoal

O ser humano atual tende a viver o momento identificado com o seu corpo, com a imagem que a mente projeta acerca de si próprio. Tal estado de ser, gera, alimenta e perpetua a sensação de “eu sou o corpo”, de apego ao corpo, a segurar aquilo que se toma por “seguro”, o conhecido. Isto inevitavelmente gera dor quando se experiencia por exemplo a perda de um emprego, ou o fim de um relacionamento ou, talvez o maior desafio da vida submetida às leis do tempo e espaço e da mente, a morte de um ente querido.

lutos

Uma vivência de luto ou perda em si serve como gatilho para que um conjunto de resistências psicoemocionais sejam acionadas, havendo uma forte tendência para identificação ora com o passado ora para o futuro, fazendo sentir “falta de chão”. Situações como insónias, perda de apetite, reatividade, culpa, abandono, medo, etc., poderão ser experienciadas, de forma a expressar o vivenciado.

É desejável que, de forma a retornar a um equilíbrio são, serem vividas por inteiro fases durante este processo de forma a respeitar, abraçar e curar todas as feridas emocionais e mentais. Assim, da negação e incredulidade inicial vive-se depois o sentimento de ausência; depois, vem naturalmente o início da parte do processo de aceitação e depois a sanação, transformando o sentimento de perda. Finalmente, ocorre uma análise sobre o sucedido, onde a palavra “morte” é impregnada com outro significado de forma natural.

O Transpessoal ajuda a travessia deste profundo processo de perdas, ajudando ao despertar para algo mais amplo, sanador e ao mesmo tempo também profundo, para lá das fronteiras espaço/tempo, da dualidade e separação cultivadas pela mente.
É reconhecido o que representa o sucedido, permitindo assim de forma natural renascer das cinzas uma consciência mais plena, verdadeira e integral para a Vida.

Aquilo que é o fim para a lagarta, é o início para a borboleta.

Namastê

M.

O Perdão – a visão Transpessoal

Perdoar é reconhecer o direito de viver o estado natural do ser humano: Felicidade!
perdoar

Muitas vezes tendemos a apontar o dedo a algo ou alguém que sentimos e acreditamos ser o causador de um desconforto interior. Dessa forma, estamos a abrir as portas para um ataque, defendendo aquilo que acreditamos ser a nossa verdade.
Porém, para haver um ataque, inconscientemente abre-se a porta para a existência da defesa, o que abre as portas para o medo.

Num jogo às escuras entre este vai e vem de projeções mentais e emocionais, a visão transpessoal trás luz apontando o ponto em nós que sana, que une, que perdoa, pois aquilo que se vê no outro é reconhecido dentro também. Uma vez observado é dada luz a uma parte que não se estava a ver. Tudo aquilo que a mente “vê” é aquilo que acredita ver, e tudo isso é construído no passado. Assim, é apontado o presente do perdão.

… Corrijo em mim o que vejo no outro.

Namastê

M.